domingo, 9 de abril de 2017

Jogos Indígenas chegam à 7ª edição

Por Annaline Araújo
Descrições para cegos: na foto há dois índios
em pé. Ambos usam cocar, pintura, colares,
saia de palha e pinturas pelo corpo. Um está
segurando o arco com a mão esquerda e a
flecha na mão direita. O outro, à direita, é o
cacique Sandro Gomes, que fala ao
microfone, Atrás dele há vários curiosos e,
ao fundo, alguns toldos. 

O município de Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba, sedia a sétima edição dos Jogos Indígenas. São 32 aldeias e cerca de 1.300 índios nas disputas de oito modalidades: corrida de tora, cabo de guerra, canoagem, arco e flecha, arremesso de lança, minimaratona, futebol de campo e futsal. As disputas vão até a próxima terça-feira, na aldeia Monte-Mor.
O objetivo dos Jogos Indígenas é fortalecer a união entre as aldeias e enaltecer as raízes. Os atletas reforçam isso utilizando todos os adereços, como cocar, pintura no corpo e colar.
Além das aldeias de Rio Tinto, também participam da competição equipes das cidades de Marcação e Baía da Traição. Uma pira feita de bambu com uma panela de barro acolhe o fogo simbólico dos jogos.

O cacique geral do Povo Potiguara, Sandro Gomes, ressalta a importância de eventos como esse para reafirmar a identidade indígena. “Nossa cultura está em primeiro lugar. Um povo sem cultura deixa de ser um povo”, afirma.
O arco e flecha, por exemplo, é um dos destaques entre as modalidades da competição. O esporte, inclusive, é disputado nos Jogos Olímpicos com o nome de tiro com arco. “Para nossa cultura é fundamental essa modalidade. Não usamos o arco e flecha mais para caça, como usavam os nossos ancestrais. Mas é importante para enaltecer as nossas raízes” – destaca o índio Gesse Viana.

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