terça-feira, 23 de agosto de 2016

Estudantes indígenas na UFPB

Descrição para cegos: na imagem, os dois entrevistados falam nos microfones no estúdio. À esquerda, Jakeline Oliveira e à direita, Bruno Potiguara.

A implantação do sistema de cotas para ingresso nas universidades federais fez surgir novas demandas para atender aos diversos grupos beneficiados, como no caso dos estudantes indígenas, que têm necessidades específicas. Para conhecer a situação desse segmento na Universidade Federal da Paraíba, foram entrevistados Bruno Potiguara e Jakeline Oliveira. Bruno é membro da Comissão Nacional de Estudantes Indígenas e da Organização de Jovens Indígenas Potiguaras; Jakeline é Presidenta da Associação dos Universitários Potiguaras. Ouça a entrevista feita pela repórter Gerlane Neto sobre o tema para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Carmem Ferreira)


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Evento discutiu o papel das mulheres negras na democracia

Descrição para cegos: foto mostra mesa do evento decorada com
motivos da cultura africana, na qual estão sentadas seis pessoas.
À esquerda, palestrante de pé fala ao microfone

O debate ocorreu no último dia 26, com o objetivo de discutir as desigualdades raciais e de gênero no Brasil. O discurso predominante nas intervenções foi o enfrentamento das mulheres negras diante do governo interino de Michel Temer. O evento também discutiu temas como violência contra a mulher, racismo institucional e atuação dos movimentos feministas negros. A iniciativa foi do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-Brasileiros e Indígenas da UFPB, o Neabi, em parceria com movimentos sociais. Fez parte de uma série de comemorações do Dia Internacional das Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, celebrado naquele dia. Ouça a reportagem que fiz sobre o debate para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Danilo Monteiro)


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Rima empoderada: MC Soffia é promessa da nova geração do hip hop

Descrição para cegos: A imagem retrata MC Soffia, com o braço esquerdo levantado e expressão facial séria. Há uma fita amarela, com detalhes em preto e branco, no cabelo da garota.

Por Carolina Jurado


Com a apenas 12 anos, MC Soffia traz músicas em forma de rap, que incentivam o empoderamento negro das crianças e desconstrói padrões de beleza impostos pela mídia. Mesmo pequena em relação à idade, se mostra grande em relação ao seu trabalho, quebrando estigmas de preconceito e racismo que ainda são muito presentes no Brasil, apesar de ser uma nação de grande diversidade étnica.
A MC mirim começou a cantar aos 6 anos logo após participar em um projeto chamado “O futuro do Hip Hop”. Desde então a menina vem obtendo muitas conquistas e dissemina sua palavra pelo país. Participou de grandes eventos como a Virada Cultural de São Paulo e o Festival Afrolatinidades em Brasília.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Cor da Fortuna

Descrição para cegos: A foto é composta por um fundo vermelho e a imagem de um coração no centro. O lado direito do coração é da cor branca e o direito, da preta.

Rayssa Melo
Tem gente branca dançando
Tem gente negra servindo
Tem branco bebendo e gastando
Tem negro sofrendo e pedindo

Mas tem gente branca ralando
E tem gente negra subindo
Branco limpando e arrumando
Negro mandando e sorrindo

Tem negra alisando o cabelo
E branca querendo enrolar
Tem nação preconceituosa e racista
E uma parte querendo igualar

Tem preto querendo ser branco
E deixando a história pra lá
Tem branco querendo ser negro
E a cor da fortuna abraçar.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Indígenas criam plataforma didática online

Descrição para cegos: A foto mostra a tela principal da plataforma. No canto superior esquerdo, há a frase: Índio educa. No centro, 12 quadros representam opções de acesso à plataforma com desenhos de índios realizando atividades.

A ONG Thydêwá criou uma plataforma online para que os indígenas desenvolvam materiais didáticos que expliquem a sua história e a situação atual que vivem. Intitulada Índio Educa, ela disponibiliza artigos a respeito de etnias e tribos brasileiras com o intuito de empoderar o indígena a dialogar com a sociedade e transmitir a versão deles sobre a história do Brasil. Confira aqui. (Vitória Nunes)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Poesia afro-brasileira na web

Descrição para cegos: A imagem mostra um vídeo do Youtube pausado em 15s. Ela mostra uma mulher negra, localizada no canto direito da tela. No canto inferior esquerdo há a seguinte frase: Poesia sem título, de Ríssiani Queiróz (Zacimba).

O coletivo Palavra Negra reuniu um grupo de nove jovens poetas da periferia da cidade de Vitória, no Espírito Santo, para interpretarem em uma web-série homônima, um conjunto de filmes-poesias autorais e de escritores afro-brasileiros consagrados com o intuito de valorizar a literatura afro-brasileira e abordar assuntos importantes como o racismo e a mortalidade da juventude negra. A web-série está disponível no Youtube. Confira aqui. (Vitória Nunes)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A solidão das mulheres negras

Descrição para cegos: A imagem retrata uma mulher negra, que está de costas para a câmera. Ela usa óculos e uma blusa branca com flores pretas.

 No Brasil, mais da metade das mulheres negras não vivem um relacionamento afetivo, independente do estado civil, segundo o último censo realizado pelo IBGE. Esse quadro foi analisado pela Revista Fórum, no artigo intitulado A solidão tem cor, escrito por Anna Beatriz Anjos e Jarid Arraes. Eles entrevistaram ativistas e intelectuais sobre a trajetória das mulheres negras e relacionaram o dado colhido ao processo de escravidão e suas consequências. Confira aqui. (Vitória Nunes)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O poder nas mãos dos negros

Descrição para cegos: a foto mostra a atriz Taís Araújo. Ela está encostada em uma parede e posa para a câmera com a mão esquerda no rosto.
Ostentação é um termo que tem sido bastante utilizado nos últimos anos. Significa exibição vaidosa de algo como símbolo de status. No site Mundo Negro, foi publicado um artigo intitulado A ostentação negra incomoda, de Silvia Nascimento. O texto aborda a ascensão financeira dos negros e a ostentação que alguns exibem. A autora associa o comportamento ostentatório ao período escravista para explicar que a ostentação negra tem incomoda a sociedade atual, por que, de certa forma, é uma resposta histórica dos negros ao que ocorreu naquele período, quando os escravizados não tinham qualquer poder de compra. Confira aqui. (Vitória Nunes).

terça-feira, 31 de maio de 2016

IV Colóquio sobre Diversidade Étnica – com o professor Antônio Novaes

Descrição para cegos: foto mostra o professor Antônio e a câmera
filmando-o, com ele aparecendo no visor

No dia 20 de abril, foi realizado o IV Colóquio sobre Diversidade Étnica para a disciplina de Jornalismo e Cidadania, do Curso de Jornalismo da UFPB, tendo como convidado Antônio Novaes, professor no Programa de Pós-Graduação em Educação, do Centro de Educação da UFPB, integrante fundador no Núcleo de Estudos e Pesquisas Afrobrasileiras e Indígenas da UFPB, Neabi. O convidado tem licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina, Mestrado em Biologia Celular e Estrutural pela Unicamp e Doutorado em Bioquímica pela USP. O Colóquio foi organizado por Polliana Vilar, Rayssa Melo e Vitória Nunes.


Confira o Colóquio na íntegra:

I - Doenças prevalentes na população negra

O professor fala das doenças prevalentes da população negra, tanto no Brasil como nos demais países para onde os povos africanos foram levados em função da diáspora ocasionada pela escravidão.




segunda-feira, 30 de maio de 2016

Estudos identificam arranjos familiares de escravizados no Nordeste do XIX

Descrição para cegos: A foto mostra a professora Solange Rocha, cujo nome está destacado no canto superior direito. Ela se encontra no canto esquerdo da imagem e há uma estante com diversos livros no fundo.

A professora Solange Rocha, do Programa de Pós-Graduação em História da UFPB, coordena um projeto de pesquisa que busca dar visibilidade ao protagonismo da população negra nesta região, no século XIX, aspecto negligenciado pela historiografia oficial. O trabalho demonstra estratégias adotadas por ex-escravizados para institucionalizar redes de sociabilidade como forma de firmar alianças para enfrentar as situações desfavoráveis do período escravista. Boa parte das informações são obtidas em arquivos eclesiásticos, como foi com a pesquisa realizada na paróquia de São João do Cariri, pela historiadora Solange Mouzinho. Ouça a entrevista que fiz com Solange Rocha e Solange Mouzinho para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9h, na Rádio Tabajara AM (1.110 khz). (Vitória Nunes)