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sábado, 30 de março de 2019
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Democracia pra quem?
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Descrição para cegos: imagem do Senado Federal visto de cima.
(Foto: Agência Senado)
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Por Manoel Holanda
Chegamos
ao final de um período político bastante conturbado, e, entre tantas
incertezas, ficamos com a certeza de que a democracia racial ainda não chegou ao
Brasil. E sim, o resultado das eleições é a prova concreta do que estou
falando.
Ora, somos o país com a segunda maior população negra do mundo, mas, apesar
disso, a participação dos negros na política ainda é extremamente injusta e
desigual em todo o território, inclusive aqui na Paraíba. Essa falta de
representatividade reforça e reproduz uma diferença já existente desde os
tempos da escravidão.
Entre os 7 candidatos que concorreram a
uma vaga ao Senado na Paraíba, nenhum deles era autodeclarado negro. E os dois
eleitos são de cor branca, conforme informado à Justiça Eleitoral. É possível
consultar todos os detalhes das candidaturas no site oficial do Tribunal
Superior Eleitoral.
A ausência dos negros na política da
Paraíba também pode ser constatada se reunirmos os dados dos doze deputados
federais eleitos no último dia 7. Dentre eles, apenas um é autodeclarado negro,
enquanto que 58% da bancada paraibana na Câmara será formada por brancos.
Pois bem, não é preciso ser um
especialista no assunto para perceber que algo está errado. Um estado onde a
maioria é de cor negra, mas que serão mais uma vez representados pelos brancos.
Como pode? Logo a Paraíba, onde os negros sempre tiveram um papel de destaque
na composição histórica do nosso povo.
Por
isso, acredito que precisamos refletir sobre a valorização da nossa luta e da nossa
história em tempos de resistência. Apesar de existirem poucos estudos sobre o tema, a grande maioria dos candidatos aqui na Paraíba encontram muitas dificuldades para conseguir dar continuidade ao processo. A falta de apoio financeiro e material são alguns desses problemas.
Diante dessa realidade, o Estado tem a obrigação de implementar políticas públicas voltadas à inclusão dos negros na política, e a sociedade precisa compreender a importância da pluralidade na hora de escolher os seus candidatos. Talvez se faça necessária até a criação de uma política de equidade racial, que pudesse permitir uma presença mínima e obrigatória de políticos negros nos espaços de decisão e poder.
Só assim, poderemos
acreditar em alguma mudança nesse cenário. Todos nós brasileiros precisamos nos unir em
busca de mais uma conquista democrática racial do país, e talvez uma das mais
importantes. Só com uma pluralidade na política será possível sonhar com um
país mais justo e com menos desigualdades.
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Evento na UFPB discutiu atualidade social e política de Guiné-Bissau
A quarta edição da Comemoração da
Independência da Guiné-Bissau ocorreu de 21 a 23 de setembro. O evento foi uma
realização da comunidade guineense da UFPB com o apoio do Núcleo de Estudos e
Pesquisas Afro-brasileiros e Indígenas – o Neabi. O aniversário de
independência do país africano foi comemorado com palestras, debates e mostras
cultural e gastronômica. Eu realizei uma reportagem para o programa Espaço
Experimental, programa que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio
Tabajara AM (1.110KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de
Jornalismo da UFPB. (Jéssica Soares)
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Diversidade na cidadania e política
| Descrição para cegos: foto da ex-ministra Nilma Lino Gomes sorrindo para a câmera |
Por Beatriz Lauria
Nilma Lino Gomes, ex-titular do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, abolido pelo governo Temer, esteve no auditório do Reitoria na terça-feira 13 para uma palestra sobre a atual conjuntura política e social brasileira. Intitulada Universidade, diversidade e cidadania, a exposição da ex-ministra teve início com um questionamento: o que mudou, no Brasil, nos últimos 20 anos?
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terça-feira, 17 de março de 2015
Unidos somos melhores
Por Jullyane Baltar
Negro,
índio, branco, oriental, nordestino ou sulista, que diferença há por dentro?
Nenhuma. Em todos os seres humanos, animais racionais, correm a mesma cor de
sangue, a mesma constituição corporal. Por que uma raça seria superior? Melhor que
outra?
Nos
dias que sucederam o resultado da eleição presidencial no Brasil, por exemplo,
o xenofobismo (medo ou aversão a outras raças e culturas), reinou nas redes
sociais. Só o que se viam eram postagens de pessoas com discursos carregados de
ódio e desprezo pelos eleitores das regiões Norte e Nordeste do país, onde a
presidenta Dilma recebeu a maioria dos votos. Mas em que resultará essa
segregação? Somente em discórdias, separações, ódio e perseguições.
Esse
comportamento é mais vergonhoso que a goleada da seleção alemã pra cima da
brasileira na Copa do Mundo de 2014 e não provoca desenvolvimento algum. Ao
contrário, é um retrocesso.
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