Sarah Forbes Bonetta, menina ex-escravizada, é a prova de como o povo negro é excluído da História. Na matéria divulgada no site Hypeness, é contada a trajetória da jovem Sarah que, em 1848, estava prestes a ser morta em Serra Leoa quando foi salva por um capitão do exército inglês e terminou se tornando afilhada da rainha Victória. Esse tipo de omissão é bem comum quando se trata da história do povo negro que, durante séculos, foi marginalizado e torturado. Tais transgressões se perpetuam e não ferem apenas o corpo dos que sentem essa dor, mas também a alma e sua tão rica história que é negligenciada como forma de tentar silenciar a riqueza que a circunda. Confira a matéria na íntegra aqui. (Elizabeth Souza)
segunda-feira, 12 de junho de 2017
A negligência com a história do povo negro
Sarah Forbes Bonetta, menina ex-escravizada, é a prova de como o povo negro é excluído da História. Na matéria divulgada no site Hypeness, é contada a trajetória da jovem Sarah que, em 1848, estava prestes a ser morta em Serra Leoa quando foi salva por um capitão do exército inglês e terminou se tornando afilhada da rainha Victória. Esse tipo de omissão é bem comum quando se trata da história do povo negro que, durante séculos, foi marginalizado e torturado. Tais transgressões se perpetuam e não ferem apenas o corpo dos que sentem essa dor, mas também a alma e sua tão rica história que é negligenciada como forma de tentar silenciar a riqueza que a circunda. Confira a matéria na íntegra aqui. (Elizabeth Souza)
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Escolhi resistir!
![]() |
|
Descrição para cegos: foto sombreada
com uma flor sobre o ombro de uma mulher.
|
Por Elizabeth Souza
Escolhi
resistir, lembro bem o dia e o lugar.
Escolhi
resistir e não me calar perante termos jocosos que tentam me desqualificar.
Escolhi
resistir e não me permitir entristecer com comentários negativos como: “teu
cabelo é muito cheio”, “não é melhor alisar, não?”, “menina, e essa testa?”,
“nossa, teus olhos são muito grandes!”.
Escolhi
resistir e não me permitir assistir impassível ao racismo que mata, fere e
destrói vidas.
Escolhi
resistir todas as vezes que disserem que minha pele é quase branca numa
tentativa de deslegitimar minha herança genética.
Escolhi
resistir e não silenciar sempre que alguém disser que eu tenho que me contentar
com as migalhas que a mim forem oferecidas porque, na visão deles, não estou
podendo escolher.
Escolho!
Escolho sim! E as minhas escolhas estão preenchidas por alguém que vai muito
além do que um outro possa me oferecer. O que eu busco está em mim: a paz, o
sossego, o amor próprio e a força necessária pra encarar essa sociedade
preconceituosa e intolerante.
Escolhi
resistir e essa é uma escolha diária, que tem se renovado a cada manhã, na
tentativa de também alcançar outras pessoas, pois não adianta reter essa
energia só pra si, é preciso transbordar.
Não
quero somar na falta de amor, na intolerância e desigualdade que têm sufocado a
sociedade.
Vou
fazer diferente, escolhi resistir.
Marcadores:
diversidade étnica,
Elizabeth Souza,
empatia,
empoderamento,
feminismo,
força,
liberdade,
luta,
preconceito,
racismo,
resistência,
solidariedade,
sororidade,
UFPB
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Grupo de meninas do Ceará cria projeto de empoderamento negro na escola
![]() |
| Descrição para cegos: foto das idealizadoras do movimento Crespianas ao lado do professor orientador. |
O Crespinianas foi idealizado por três alunas do Colégio de Ensino Profissionalizante Professor José Augusto Torres, em Senador Pompeu, no Ceará. Orientadas pelo professor Denis Lima, as estudantes Giselle Biana, Joice Batista e Yasmim Lima estão à frente do movimento. O Crespinianas desenvolve atividades em escolas públicas e privadas desde 2015. No ano passado, conquistou a segunda posição na Feira Regional de Ciências e Cultura, organizada pela Secretaria de Educação do Ceará. Desde então, as meninas têm sido convidadas para discutir empoderamento negro em outras escolas e até mesmo universidades da região. Ouça a entrevista da repórter Renata Torres para o Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110KHz) produzido pela disciplina de Radiojornalismo da UFPB. (Annaline Araújo)
Marcadores:
Annaline Araújo,
Ceará,
Crespianas,
Espaço Experimental,
estudantes,
negro,
projeto
domingo, 4 de junho de 2017
MPF publica material didático contra o racismo
Por Annaline Araújo
Um
material didático em versão digital com informações para o combate a atitudes
preconceituosas, racistas e discriminatórias contra povos indígenas, foi
publicado pelo Ministério Público Federal (MPF), em maio.
A
produção do material é resultado de um acordo assinado em Santarém, no Pará, em
outubro do ano passado. O MPF pediu à Justiça que obrigasse a União, o estado
do Pará e o município a promoverem medidas educativas para combater o racismo
contra indígenas no Estado.
A
demanda da produção desse material se deu após denúncias registradas pelo
MPF/PA mostrarem que atos discriminatórios contra os índios têm sido recorrentes
no Estado, principalmente em ambientes escolares ou em meio a disputa pelo
direito à terra.
O
texto aponta ideias enraizadas na sociedade sobre o povo indígena camufladas de
preconceito, discriminação e violência. São citados exemplos como primitivos, aculturados e preguiçosos e o próprio texto contrapõe essas ideias
com respostas objetivas e bastante didáticas que desconstroem esses
pensamentos.
Marcadores:
Annaline Araújo,
Arapyun,
Cauã Nóbrega da Cruz Borari,
discriminação,
educação,
Iára Elizabeth Souza Ferreira,
indígena,
MPF,
Pará,
pedagogia,
preconceito,
racismo,
Santarém,
união,
violência
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Criado comitê para monitorar políticas públicas para negros e indígenas
![]() |
| Descrição para cegos: foto da reunião que criou o comitê. As pessoas estão sentadas em torno de uma grande mesa oval, em uma sala. |
A reunião de
implantação aconteceu no último dia 12, no campus da UFPB em João Pessoa. O
comitê tem caráter interinstitucional, envolvendo vários setores da sociedade.
Entre seus objetivos, além da avaliação das políticas públicas, destacam-se: o
enfrentamento do genocídio da juventude negra e a defesa do território quilombola
na Paraíba. A iniciativa inspira-se no Cecun, o Centro de Estudos da Cultura
Negra, do Espírito Santo. Assim, a
Paraíba engaja-se na Campanha Nacional para efetivação do Artigo 26 da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação. O artigo determina que a história e a cultura
afro-brasileira e dos povos indígenas integrem o currículo escolar dos níveis
fundamental e médio. Ouça a reportagem que o repórter Rennan Ono fez sobre o comitê
para o Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio
Tabajara AM ( 1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de
Jornalismo da UFPB. (Elizabeth Souza)
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Cultura de quilombo-indígena foi tema de evento em João Pessoa
O evento
aconteceu no último dia 6, na Estação Cabo Branco, e contou com apresentações
culturais e roda de diálogo. Seguindo a programação, foi inaugurada a mostra Tiririca
dos Crioulos: pessoas fortes na luta, que permanece até o final de junho e
faz parte do projeto-ação Do
Buraco ao Mundo. A iniciativa atua desde 2014 no quilombo-indígena Tiririca
dos Crioulos, localizado no município de Carnaubeira da Penha, em Pernambuco.
A ação
visa o fortalecimento cultural através do resgate da história do povoado. Ouça
a reportagem que o repórter Joanderson Almeida fez sobre o evento para o Espaço
Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM
( 1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo
da UFPB. (Elizabeth Souza)
Assinar:
Postagens (Atom)





