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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

“Infiltrado na Klan”: a nova obra de Spike Lee que fala sobre o racismo.

Descrição para cegos: Capa do filme "Infiltrado na Klan", do diretor Spike Lee. Na imagem, os dois personagens principais da trama. O policial negro Ron Stallworth, e seu companheiro de trabalho, o policial Flip Zimermman. 
                                                                                                                                            Por Manoel Holanda

       Considerado um dos diretores mais consagrados de toda a história, Spike Lee atingiu o sucesso numa época onde os negros não eram representados nem tinham voz nos cinemas de Hollywood. Se tornou um ícone, um símbolo de resistência, e produziu inúmeras obras que abordavam questões sociais e raciais.
       Agora, após alguns anos sem produzir algo novo, Spike Lee está de volta trazendo à tona um dos filmes de maior relevância no mundo inteiro. Baseado no livro Black Klansman, “Infiltrado na Klan” foi apresentado na 42º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mas só chegará aos demais cinemas do mundo no dia 22 de novembro.
       O filme contará a história de um jovem policial americano, que, após ver um anúncio de jornal sobre a Ku Klux Klan (uma seita racista e criminosa que ganhou força no século 19 devido a um conjunto de leis segregacionistas nos EUA), decide investigar o grupo, para impulsionar a sua carreira de detetive. Só tem um detalhe: O policial é negro, e terá que contar com o apoio de um companheiro de trabalho para infiltrar e identificar possíveis ataques da organização criminosa americana.
       Apesar do filme ter seus momentos engraçados, o ponto principal a ser destacado em Infiltrado na Klan é a sua capacidade de dialogar em duas épocas distintas. O obscuro passado racista, alinhado aos acontecimentos da atualidade. Infiltrado na Klan também servirá para refletir e discutir como a própria indústria de Hollywood tem encarado a luta dos negros em busca de uma democracia racial também no mundo das celebridades.

      O filme veio na hora certa, em um momento em que vemos o ódio e o racismo ganhar força em muitos lugares do mundo, inclusive aqui no Brasil. O final do longa traz cenas reais, de recentes manifestações neonazistas, e que reforçam esse sentimento de medo, nos fazendo sair com a certeza de que o mundo ainda é perigoso e que a estupidez humana ainda assusta. Uma das maiores criações de um dos mais relevantes diretores de todos os tempos. 

domingo, 17 de setembro de 2017

Racismo em Marly-Gomont


Descrição para cegos: foto promocional do filme mostra Seyoko, esposa, filho e filha em uma rua de Marly-Gomont. Pai e mãe seguram guarda-chuvas abertos.

Por Luana Silva

Seyolo Zantoko é um jovem médico do Congo formado na França. Pensando em estabelecer-se no país junto com sua família, resolve trabalhar em uma pequena cidade chamada Marly-Gomont. No entanto, algo impede que sejam bem recebidos naquele lugar: a cor de sua pele. Essa história aconteceu nos anos 70 e inspirou o filme Bem-vindo à Marly-Gomont, do diretor Julien Rambaldi, lançado em 2016.
O povoado ao norte da França estava há algum tempo sem médico. Por ser uma área rural, poucos profissionais se dispunham a trabalhar lá. Seyolo chega ao local bastante entusiasmado com seu novo emprego e aguarda ansiosamente os primeiros pacientes.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Resenha do filme Histórias Cruzadas

Descrição para cegos: a imagem é a capa do filme Histórias Cruzadas, cujo nome está destacado no canto superior direito. À esquerda, vê-se algumas imagens do filme. À direita, duas personagens negras estão em pé e duas personagens brancas estão sentadas em um banco de praça.
Por Jullyane Baltar

         A história se passa em Mississipi, Estados Unidos da América, na década de 1960, período em que Martin Luther King fez seu discurso “Eu tenho um sonho” no evento conhecido como Marcha de Washington pelo Trabalho e pela Liberdade, que defendia direitos iguais para todos diante de cerca de 250 mil pessoas. 
        A história principal gira em torno de uma jornalista recém- formada chamada Skeeter. Ela sonha em ser escritora e ao voltar para a cidade que nasceu e foi criada, se incomoda com o racismo espalhado como se tudo fosse normal. Após algumas situações, as empregadas domésticas começam a criar coragem para falar com Skeeter sobre suas vidas e seus empregos. Com dificuldade e causando algumas confusões, consegue depoimentos de mais de 12 mulheres que sofreram vários tipos de preconceitos em uma época na qual os negros apesar de libertos da escravidão, vivem de forma humilhante devido à segregação racial ainda existente.